Seia , Avô e Piodão

8 Novembro 2015 0 comentários admin

177 Km ́s tem este Roteiro, a visita a Seia poderá incluir uma visita aos Museus do pão, brinquedo ou da Eletricidade, o Centro de Interpretação da Serra da Estrela – SICE é outra atração, o almoço poderá ser no museu do pão, através da estrada N231 passamos da Serra da Estrela para a do Açôr, Chegamos então à aldeia histórica do Piódão, seguindo depois até Avô. O regresso a Celorico da Beira, faz­se pela N17.

 


SEIA

A primitiva ocupação humana do local da atual Seia remonta à época pré­romana, quando da fundação de uma povoação pelos Túrdulos, por volta do século IV a.C., denominada como Senna.

Os Túrdulos edificaram um castro no lugar de Nogueira, entre os montes de Santana e de Carvalha do Outeiro. Defendiam­no estrategicamente três castros, mais pequenos, um em S. Romão, outro em Crestelo e o terceiro na actual Seia. Existem ainda restos de castros em Travancinha, Loriga e S. Romão.

Quando a se verificou a Invasão romana da Península Ibérica, os Lusitanos fizeram da serra, então chamada Montes Hermínios, o seu quartel­general, que se tornou um forte obstáculo para os invasores. Isto não impediu, no entanto, que o general Galba massacrasse 30.000 montanheses lusitanos.

Quando os romanos se tornaram senhores do terreno, transformaram então o castro ibérico de Nogueira na romana "Civitas Sena", que foi fortificada , quando passou a constituir em um ópido com o mesmo nome. Foi posteriormente ocupada por Visigodos e por Muçulmanos, este últimos a partir do século VIII.

O rei visigodo Vamba terá fixado os limites da diocese de Egitânia até aos domínios da cidade de Sena.

À época da Reconquista cristã da península Ibérica, a povoação foi definitivamente conquistada aos mouros por Fernando Magno (1055), que determinou edificar (ou reedificar) a sua fortificação. Sobre este episódio, a crónica do monge Silas relata a violência do ataque e como os cristãos colocaram em fuga desordenada os ocupantes do Ópido Sena, em direcção à Ópido Visense (atual Viseu).

À época da formação da nacionalidade portuguesa, Bermudo Peres, cunhado de D. Teresa, iniciou uma revolta no Castelo de Seia. Não teve sucesso, uma vez que o infante D. Afonso Henriques (1112­1185), tendo disto tido conhecimento, foi ao encontro dele com as suas forças e expulsou­o do castelo (1131) (Crónica dos Godos, Era de 1169). D. Afonso Henriques, no ano seguinte, fez a doação dos domínios de Seia e seu castelo ao seu valido João Viegas em reconhecimento por serviços prestados (1132). Poucos anos mais tarde, o soberano passou o primeiro foral à povoação em 1136, designando­a por Civitatem Senam. Entre os privilégios então concedidos, destacam­se.

"Eu, infante Afonso Henriques, filho de D. Henrique, aprouve­me por boa paz de fazer este escrito de firmeza e estabilidade que firmo pelos séculos sem fim. A vós, habitantes da cidade de Seia, concedo que tenhais costumes muito melhores do que tivestes até aqui e isto tanto para vós como para os vossos filhos e toda a vossa descendência. E os homens de Seia que pagam jugada que não vão ao fossado nem ao moinho obrigados pelo senhor. E que nenhum venda o seu cavalo ou mula ou asno ou égua ou bens ao senhor da terra sem querer.

Se um homem de Seia for mercar, se não for mais de duas vezes, não pague portagem." Outros forais se seguiram como o de D. Afonso II, em Dezembro de 1217, o de D. Duarte, em Dezembro de 1433, o de D. Afonso V, em Agosto de 1479, e, finalmente, o de D. Manuel I, em 1 de Junho de 1510.A cidade recebeu novos forais sob os reinados de Afonso II de Portugal (Dezembro de 1217), de Duarte I de Portugal (Dezembro de 1433), de Afonso V de Portugal (Agosto de 1479) e, finalmente, "Foral Novo" de Manuel I de Portugal (1 de Junho de 1510.No contexto da Restauração da Independência, em 1640, os moradores de Seia mandaram forjar a espada que D. Mariana de Lencastre, viúva de D. Luís da Silva, 2° alcaide­mor de Seia, entregou aos seus filhos na vigília de sexta­feira para sábado, 12 de Dezembro.

Foi em Seia que se realizou o último comício republicano antes da Implantação da República Portuguesa em 1910. Este comício teve lugar no dia 25 de Setembro e foi presidido por Afonso Costa. 

 


AVÔ

Avô é uma freguesia portuguesa do concelho de Oliveira do Hospital, com 7,71 km2 de área e 595 habitantes (2011). Densidade: 77,2 hab/km2. Foi vila e sede de concelho entre 1187 e 1855. O topónimo provém de ali se passar a vau o rio Alva, e a ribeira de Pomares, que ali tem a sua foz no Pego de Avô, pequeno lago formado pelos dois cursos de água na sua junção, com uma pequena ilha no meio. O castelo de Avô foi mandado edificar por D. Afonso Henriques.

Avô foi senhorio concedido pelo conde D. Henrique à sé de Coimbra, e o seu antigo concelho, depois freguesia, até recentemente tinha no seu brasão incluídas as armas reais portuguesas.Avô é considerado uma das mais belas localidades portuguesas, tendo por esse motivo sido escolhida a sua fotografia para capa do livro de arte As Mais Belas Aldeias de Portugal.O lugar de Avô e seus domínios foram doados pelo Conde D. Henrique ao bispo de Coimbra. 

A sua fortificação, entretanto, é atribuída ao reinado de D. Afonso Henriques (1112­1185).A evolução histórica e arquitectónica do castelo requer maiores pesquisas. Em meados do século XIX a estrutura já estaria abandonada quando, em 1856, a sua cantaria foi reutilizada na construção da ponte de Ribeira de Moura. Posteriormente, particulares da região teriam prosseguido na utilização das antigas pedras, degradando inteiramente o monumento.O conjunto dos panos de muralhas remanescentes no castelo, que compreende as ruínas da Ermida de São Miguel em seu perímetro, foi classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 25 de Outubro de 1963.

 


PIODÃO (ALDEIA HISTÓRICA)

Enquanto percorremos a Serra do Açor, ao mesmo tempo que nos deixamos encantar pelo aspeto majestoso e puro da paisagem, a curiosidade e a impaciência invadem­nos. Piódão teima em permanecer escondido para, inesperadamente, deslumbrar com a sua arquitetura, que tão bem exemplifica a capacidade que temos para de forma harmoniosa nos adaptarmos aos mais inóspitos e também mais sublimes locais. 

Como se de um presépio se tratasse, as casas distribuem­se em redor dos socalcos, nas quais pontuam o azul e o xisto, por entre sinuosas e estreitas ruelas, que em cada canto escondem a história da Aldeia Histórica de Portugal de Piódão.

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