Marialva, Penedono,Sernancelhe, Santuário da Sra da Lapa e Trancoso

8 Novembro 2015 0 comentários admin

147 Km ́s tem esta segunda proposta que começa com a visita a aldeia histórica de Marialva,conhecendo as típicas localidades de Penedono e Sernancelhe e o peculiar Santuário da Senhora da Lapa. A cidade medieval de Trancoso, classificada também no conjunto das aldeias históricas, antecede o regresso a Celorico da beira. Se optar pelo almoço “volante” há locais próprios em Sernancelhe e no Santuário.

 


MARIALVA (Aldeia histórica)

Marialva fica a poucos minutos da cidade de Mêda. Esta Aldeia Histórica, num cenário que revela uma das relíquias vivas da ancestralidade portuguesa, transporta o visitante às raízes mais profundas da história do país. 

As ruas, ladeadas por edifícios resistentes ao tempo, conduzem à cidadela cercada pelas muralhas cujas ruínas é fácil perder a noção do tempo. Povoada pelos aravos, povo lusitano, foi posteriormente conquistada pelos romanos, seguidos dos árabes, até à vitória final de D. Fernando, o Magno, em 1063, na sua emblemática conquista das Beiras.

 


PENEDONO

Erguendo­se a mais de 900 metros de altitude, o medievo Castelo de Penedono pentagonal, classificado como Monumento Nacional, data de cerca de 900. A vila de Penedono foi berço de Álvaro Gonçalves Coutinho, o célebre Magriço, eternizado por Luís de Camões no poema épico "Os Lusíadas".

O sincelo, congelamento das gotas de água nos telhados das casas, é próprio de uma região habituada a geadas e orvalhos durante o rigoroso o Inverno. "O Sincelo" também é um grupo de cantares de Penedono. Este é um concelho que vive essencialmente da castanha, a sua maior colheita anual, exportada para os Estados Unidos da América, entre outros mercados.

 


SERNACELHE

A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta ao Neolítico, posteriormente romanizada. No imaginário popular local persistem as lendas sobre as lutas entre cristãos e mouros, que remontam

à época da Reconquista. Construído pelos cavaleiros da Ordem dos Hospitalários, o castelo medieval, em pedra de granito, encontra­se atualmente em ruínas. Embora não estejam classificados e nem constem dos atuais

roteiros turísticos da Câmara Municipal, afirma­se do remanescente de seus muros ameados, o visitante pode apreciar a "Casa do Padre", que lhe é vizinha.

 


SANTUÁRIO DA SENHORA DA LAPA

O Santuário de Nossa Senhora da Lapa está situado na serra do mesmo nome, na freguesia de Quintela, concelho de Sernancelhe, diocese de Lamego, distrito de Viseu. 

Diz a lenda que, em 1498, uma pastorinha de 12 anos, de nome Joana, muda de nascença, introduzindo­se por entre as fendas das rochas encimadas pela grande lapa, aí encontrou uma linda imagem da Virgem, que ali teria sido escondida há mais de quinhentos anos por umas religiosas fugindo a uma perseguição. 

A devoção e todo o carinho que a menina dedicou à imagem, valeram­lhe uma especial protecção da Virgem que por milagre lhe concedeu o dom da fala.

Depressa se divulgou o milagre, originando uma crescente afluência de peregrinos, jamais interrompida até aos dias de hoje. Os primeiros devotos prepararam uma gruta debaixo da lapa, onde entronizaram a imagem, construindo ao lado uma pequena ermida. Em 1576, a Lapa foi confiada aos Padres da Companhia de Jesus, sediados no Colégio de Coimbra.

Estes construíram, então, o actual Santuário, abrigando a penedia no seu interior. Em 1685 iniciaram a construção do "Colégio da Lapa", contíguo ao Santuário. Daqui partiu a devoção para os mais variados pontos do país e do mundo, chegando à Índia e ao Brasil. 

Esta expansão foi facilitada pela actividade missionaria dos mesmos Padres Jesuítas, aos quais estava confiado este Santuário. A Senhora da Lapa, em Portugal e Santiago de Compostela, na Espanha, chegaram a ser, em tempos, os dois Santuários mais importantes da Península Ibérica.

 


TRANCOSO (Aldeia histórica)

O seu castelo milenar contrasta com os sobressaltos e temores vividos pelas gentes de outrora. Foi terra de fronteira, palco de diversas lutas e batalhas marcantes para a formação e independência do reino. Recebeu importantes privilégios. 

D. Afonso Henriques concede-lhe a carta de Foral e D. Afonso III a carta de Feira. D. Dinis manda construir as muralhas que ainda hoje protegem um burgo onde conviveram cristãos e judeus. 

A cintura de muralhas que ainda rodeia a antiga vila medieval, bem como o vasto património arquitetónico civil e religioso, conferem ao Centro Histórico uma imagem única.

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